Fim de mais um dia.
Acordei cedo. Saí para fazer uns exames de rotina e voltei pra casa. Respondi e-mails e fiquei um tempo olhando pro vazio que esta casa parece ter às vezes.
Antes da consulta marcada para mais tarde, fiquei lendo uns textos e deixei a cabeça ficar do jeito que ela queria e insistia ficar há vários dias: vazia. Fazendo devaneios em situações tão sem cabimento quanto sem solução.
Twitter. Vício diário. Acabo de ver que alguém atualizou seu blog. O título da postagem me chamou a atenção. Antes de clicar já imaginava o que seria. E era.
No texto, alguns links que remetiam à postagens daquele mesmo blog em que ela contava um pouco de si. Os três links falavam de seu último relacionamento. Textos que contavam como tudo começou, o que veio a seguir e a situação atual desse relacionamento.
A sensação que tive ao ler o post principal foi doída. Uma palpitação acelerou meu coração e eu me sentia como uma criança que come um doce escondido, com a sensação de que, a qualquer hora alguém ia chegar e ver.
Mãos fechadas sobre a boca, tenho certeza que minha cara ficou pálida naquele momento. Eu descia a tela e, a cada frase, me sentia pior. Mal podia eu acreditar que aquilo que eu tanto temia estava acontecendo.
Torci tanto para que isso não acontecesse, tanto eu quis que a situação se restabelecesse. Não teve jeito. E a notícia veio para mim como uma bomba. Explodiu na minha mão.
O relacionamento dos dois terminou. E ela está ferida, logicamente. As mulheres sempre esperam o melhor dos relacionamentos. E espera, mais ainda, que eles se perpetuem.
Saí. Fui para a consulta e, na volta, parei num café perto de casa. Pão de queijo e achocolatado. Na playlist Fagner e Nando Reis com duas músicas que ilustram bem o memento. Tarde fria. As lágrimas vieram geladas e eu refleti (pela milésima vez) a respeito de tudo o que aconteceu e do que está acontecendo.
Até agora eu não sei qual a parcela exata de culpa que eu tenho. Mas tenho. E isso me dói. Dói principalmente por eu não saber o que fazer diante de tudo isso. Estou tão confusa diante de mim e de tudo que... Uma notícia dessa só me deixa num estado de confusão maior.
Angústia resume.
A última vez que nos falamos foi há dois dias. Ele se apresentou num estado reflexivo da própria vida. Afinal, a viagem foi pra isso, segundo ele. Me disse um pouco sobre suas decisões, o que me deu medo. Mas ao mesmo tempo, consegui ser racional e dizer o que eu diria para qualquer amigo: escolha o que é melhor para você. E de fato, quero mesmo que ele escolha o que é melhor pra ele.
Minha preocupação nisso tudo quando digo que tive medo, nada mais quer dizer que tenho medo de tudo que possa ter por trás uma culpa/responsabilidade minha. Desde que começamos a nos relacionar eu sabia (e falava) que qualquer decisão radical que ele tomasse ia ser vista ou como influência minha ou por minha causa.
Eu queria viver a loucura, fato. Toda a intensidade daquela paixão foi tão inexplicável e tão boa que, ficou na cabeça e me tirou a concentração por semanas. Mas pra mim, nada valia a pena se por trás tivesse culpa, medo, angústia.
Chega de complicações pra minha vida. Não quero complicações de graça. Não quero viver refugiada e com peso nas costas, com conta para pagar. Tentei fugir 2 vezes. Tentei. Sempre com este mesmo pensamento.
E agora não sei o que vai ser daqui pra frente. Não sei.
Mostrando postagens com marcador dores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dores. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O ponto (fraco) das (minhas) situações
Quase uma da manhã.
Minha mania de ouvir música enquanto digito já virou necessidade. Sinto um vazio se não faço isso.
E a música me inspira.
Acabei de visitar o blog de uma pessoa conhecida. Tenho certeza que ela não sabe que eu acompanho os escritos dela. Quer dizer, que passei a acompanhar recentemente.
O que ela escreveu no último post me tocou. Lá no fundo da alma. Não de maneira do tipo: “que lindo!” ou “Que tocante!” Nada disso. Me tocou de uma forma mais dura e não desejada por mim. Me tocou porque me senti mal diante dos sentimentos dela. Me senti culpada, diga-se de passagem.
Nunca vivi isso. Não sei se seria ousadia dizer que eu e ela estamos vivendo a mesma crise, aprendendo a lidar com os mesmos sentimentos, mas me senti como ela naquele post e, ao mesmo tempo, culpada por ela se sentir assim.
Confusão? Eu que o diga. Isso não é nem 1/3 do que tenho vivido nas últimas semanas.
Dói saber que tem alguém sofrendo e que parte disso é culpa minha. E dói, ao mesmo tempo, não compreender nada do que tá acontecendo e não saber , digamos, o “ponto” das coisas.
Até que ponto eu tenho a ver com isso?
Até que ponto eu não tenho nada a ver com isso?
Até que ponto é culpa minha?
Até que ponto é culpa do (s) outro (s)?
Até que ponto eu agi mal?
Até que ponto eu saí ferrada nisso tudo?
Até que ponto traí a mim mesma?
Até que ponto tudo isso que estou deixando acontecer vale a pena?
Até que ponto eu fui covarde?
Até que ponto eu fui sacana?
E a dúvida maior de todas: até que ponto vou deixar as coisas chegarem?
Que eu tô mal não é novidade. Mas depois da leitura de hoje num blog alheio já posso cortar os pulsos.
Minha mania de ouvir música enquanto digito já virou necessidade. Sinto um vazio se não faço isso.
E a música me inspira.
Acabei de visitar o blog de uma pessoa conhecida. Tenho certeza que ela não sabe que eu acompanho os escritos dela. Quer dizer, que passei a acompanhar recentemente.
O que ela escreveu no último post me tocou. Lá no fundo da alma. Não de maneira do tipo: “que lindo!” ou “Que tocante!” Nada disso. Me tocou de uma forma mais dura e não desejada por mim. Me tocou porque me senti mal diante dos sentimentos dela. Me senti culpada, diga-se de passagem.
Nunca vivi isso. Não sei se seria ousadia dizer que eu e ela estamos vivendo a mesma crise, aprendendo a lidar com os mesmos sentimentos, mas me senti como ela naquele post e, ao mesmo tempo, culpada por ela se sentir assim.
Confusão? Eu que o diga. Isso não é nem 1/3 do que tenho vivido nas últimas semanas.
Dói saber que tem alguém sofrendo e que parte disso é culpa minha. E dói, ao mesmo tempo, não compreender nada do que tá acontecendo e não saber , digamos, o “ponto” das coisas.
Até que ponto eu tenho a ver com isso?
Até que ponto eu não tenho nada a ver com isso?
Até que ponto é culpa minha?
Até que ponto é culpa do (s) outro (s)?
Até que ponto eu agi mal?
Até que ponto eu saí ferrada nisso tudo?
Até que ponto traí a mim mesma?
Até que ponto tudo isso que estou deixando acontecer vale a pena?
Até que ponto eu fui covarde?
Até que ponto eu fui sacana?
E a dúvida maior de todas: até que ponto vou deixar as coisas chegarem?
Que eu tô mal não é novidade. Mas depois da leitura de hoje num blog alheio já posso cortar os pulsos.
aLinguada: diferença
Lendo isso, é como se ela me lesse. Como se interpretasse o que sinto.
Todas as dores são iguais?
Todo vazio é o mesmo?
aLinguada: diferença: "para sempre e nunca mais medidos pelo tempo são iguais pela saudade jamais"
Todas as dores são iguais?
Todo vazio é o mesmo?
aLinguada: diferença: "para sempre e nunca mais medidos pelo tempo são iguais pela saudade jamais"
Assinar:
Postagens (Atom)